O Brasil é o país da cirurgia plástica. Uma cirurgia bem sucedida pode melhorar muito a auto-estima e qualidade de vida dos pacientes. Como tudo na vida, esta benesse deve ser aproveitada com parcimonia, sob risco de sérios efeitos adversos. Sendo assim, obter informação é fundamental.
Saber o que esperar de cada procedimento. Seus benefícios e suas limitações. Somente assim poderá julgar e escolher o procedimento e o profissional mais adequado para ajudá-lo (a).
Nosso objetivo aqui é tentar expor o mundo da cirurgia plástica, sem fantasias e sem milagres.

Dr. Marcelo Takeshi Ono
CRM: 21591 - Paraná
RQE 511
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Mamas grandes demais são um incômodo para inúmeras mulheres. Problemas funcionais como dores nas costas, desvios de coluna devido a postura inadequada, "assaduras" e irritações provocadas pela alça do sutiã são uma constante na vida dessas pessoas. Sem contar a restrição à vida social como vergonha em colocar trajes de banho, dificuldade para realizar atividades físicas e prejuízo na vida sexual do casal. Esse é um procedimento que traz muitos benefícios estéticos e funcionais, mas, como toda cirurgia tem seus riscos e exige cuidados específicos no planejamento. A seguir, falamos mais sobre o assunto, na forma de questões mais comuns ouvidas no consultório.

PERGUNTAS MAIS FREQUENTES:

1) A partir de que idade posso reduzir minhas mamas?
A redução mamária pode ser realizada a partir do desenvolvimento completo das mamas , após a puberdade. Em geral, após 4 anos da menarca (primeira menstruação). Antes dessa época e cirurgia em menores de idade são casos especiais que deverão ser avaliados individualmente.

2) Esta cirurgia deixa cicatrizes? Que tipo de roupas de banho e sutiã poderei usar?
Costumamos afirmar que a cicatriz é proporcional ao tamanho (grau de hipertrofia) e quão "caída" é a mama (grau de ptose). Na maioria das vezes, a cicatriz resultante é em forma de "T" invertido. Em alguns casos, não é necessária a cicatriz no sulco mamário (dobra mamária inferior), resultando em cicatriz em forma de "I". Essas cicatrizes são para sempre, mas serão facilmente escondidas por biquínis ou sutiãs. Não existe milagre, é uma troca. Troca-se uma mama volumosa e, talvez caída, por uma mama menor, com cicatriz. Após alguns meses (em geral após o 7º mês), as cicatrizes tendem a ficar mais claras e finas, mas sempre estarão lá.



3) Posso ter alterações de sensibilidade após a cirurgia?
Sim. Alterações da sensibilidade são comuns, principalmente na parte baixa da mama, ao redor da aréola (bico da mama) e próximo às cicatrizes. Na maioria das vezes, essas alterações são transitórias, melhorando em geral após o 1º ano da cirurgia. Algumas, no entanto, são permanentes (coceira, sensação de "amortecida" e pequenos "formigamentos"). A maioria dessas alterações não incomodam, tampouco prejudicam ou desabonam o resultado final da cirurgia. O que observamos na prática é que a maioria das pacientes não se importa com os pequenos detalhes, haja vista o benefício adquirido.

4) Tenho as mamas com formato e tamanho diferentes. Vai corrigir?
Somos, na realidade, totalmente assimétricos. Uma sobrancelha mais alta, um ombro mais baixo, etc. Quase todas as mulheres têm algum grau de assimetria mamária. Em algumas, no entanto, é muito visível. É praticamente impossível alcançar a perfeição, mas é perfeitamente plausível deixá-las com um pequeno grau de assimetria, digamos, "aceitável". Em geral, a melhora é significativa e o nível de satisfação é muito bom.

5) Poderei ainda amamentar?
A mamoplastia redutora mobiliza amplamente a glândula mamária e a aréola. Lesões nos ductos que carregam o leite ocorrem e pode prejudicar a lactação. Se você tem intenção de engravidar no futuro, converse com seu médico a respeito. Existem técnicas que podem ajudá-la. Mas tenha em mente que, por melhor que seja a técnica, essa cirurgia pode prejudicar a lactação.

6) Como fica o acompanhamento preventivo de doenças da mama após a cirurgia?
A rotina de prevenção de doenças mamárias continua (e deve ser continuada) normalmente. Nada mudará. Importante ressaltar que não existe associação entre a cirurgia e aumento de câncer de mama.

7) Posso me arrepender de diminuir demais a mama? Tem solução?
Observamos que, assim como os costumes e as vestimentas mudam com o passar das gerações, o conceito de "belo" também pode sofrer algumas alterações. Até a década de 80 e inicio dos anos 90, o padrão de beleza das mamas era serem "um pouco menores". Assim, mamas, hoje consideradas "bonitas", talvez fossem grandes para os padrões da época. Percebemos que muitas pacientes, que fizeram redução mamária na época, hoje, consideram-nas pequenas demais. É óbvio que o tempo passado também foi responsável por certo grau de atrofia mamária. Essas pacientes hoje recorrem ao implante de silicone, sem maiores problemas.

8) E se as mamas ainda ficarem grandes após a cirurgia, posso diminuir ainda mais?
O abalo psicológico resultante da convivência de anos a fio com um "trauma", pode levar a paciente a tentar "corrigir demais o problema". Algumas não ficam satisfeitas com "mamas de tamanho normal" e querem reduzir ainda mais. Essa cirurgia é possível, mas desagradável para ambas as partes. A melhor maneira de evitar isso é um bom diálogo antes da cirurgia.

9) Como fica o formato e a consistência da nova mama? Vai ficar "mais durinha"?
Ficar "mais durinha" vai depender da técnica utilizada e, principalmente, quantidade de glândula ainda existente. Sabemos que, com o passar dos anos, ocorre a transformação da glândula mamaria em gordura (liposubstituição). Sabe-se que a gordura não dá boa consistência à mama. Logo após a cirurgia, a mama fica sim "mais consistente". Quanto tempo vai ficar assim vai depender mais das características individuais do que da técnica.

10) Posso associar com outras cirurgias? Operar a mama e abdome ao mesmo tempo?
Se você realiza duas cirurgias ao mesmo tempo, soma-se o risco de duas cirurgias. Como são procedimentos de baixo risco, na maioria das vezes vale à pena. Porém, não é recomendável cirurgias muito longas, pois os riscos tornam-se inaceitavelmente altos. É comum hoje a pressão por "retornar logo ao trabalho":"tenho só estas férias para resolver este problema", "não quero gastar duas vezes com hospital" ou "quero resolver tudo de uma vez". Cirurgias combinadas exigem mais do profissional e da equipe. Converse com seu médico a respeito. Seja prudente. Você está prestes a realizar um sonho, não dê margem à fatalidade.

11) Dói muito o pós-operatório?
Não. Existe certo desconforto, principalmente pelas restrições que impomos durante a recuperação. Dor não é um sintoma referido nessa cirurgia.

12) Como são feitos os curativos e a retirada dos pontos?
A maioria dos pontos utilizados são absorvíveis, não necessitando de retirada. O restante é retirado com 7 dias ou mais, dependendo da evolução. Logo após a cirurgia, durando um período de 3 a 4 semanas, usamos curativos com micropore® para "tirar a tensão dos pontos", evitando abertura e alargamento das cicatrizes. É essencial o zelo e cuidado com sua cirurgia.

13) Quais os riscos dessa cirurgia?
Sempre reforçamos que nenhum procedimento é isento de risco. A medicina não é uma ciência exata, nem todos os fatores podem ser controlados. Trata-se de uma cirurgia de muito baixo risco, mas é importante estar com boa saúde, relatar com detalhes as medicações que usa e os tratamentos anteriores. Em relação aos riscos específicos desse procedimento, podemos destacar:
  Complicações cicatriciais: Cicatriz irregular, "tortuosa", larga ou "alta" pode ocorrer. A maioria é designada "cicatriz hipertrófica". São mais propensos a desenvolver esse tipo de complicação os descendentes de orientais e afrodescendentes. Queloide: Quando há crescimento exagerado de tecido fibroso ao redor da cicatriz. Esse fator depende da genética do paciente.
  Hematoma: Acúmulo de sangue na área operada. Na maioria das vezes requer apenas observação cuidadosa. Esse acontecimento é muito raro.
  Infecção: Toda incisão cirúrgica é uma porta aberta para germes. O cuidado com a higiene é fundamental. Mesmo assim, ainda não estamos isentos deste risco. O diagnóstico precoce e tratamento adequado fazem a diferença para que não haja prejuízo no resultado estético.
  Abertura dos pontos (deiscência dos pontos): Esse evento desagradável pode ocorrer em qualquer cirurgia e é mais comum na zona de maior tensão (encontro das cicatrizes). Porém, é muito relacionado ao repouso dos braços no pós-operatório. Ao abrir os braços com movimentos muito amplos, a tensão será transmitida diretamente à cicatriz. Com cuidado adequado e boa técnica, é pouco comum.

14) Quanto tempo terei que me ausentar do trabalho? E das atividades físicas?
Apesar de não ser dolorosa, é uma cirurgia que exige bastante cuidado no pós-peratório, principalmente em relação ao uso dos braços. Atividades com movimentos muito amplos dos braços devem ser evitadas por pelo menos 21 dias. O retorno ao trabalho pode ocorrer em 10 a 14 dias, desde que respeitando as limitações impostas aos movimentos (não pegar peso, evitar pegar crianças no colo, não afastar demais os braços do corpo, etc.). Atividades como caminhada leve, após 2 semanas. Atividades de musculação e academia, somente após 45 a 60 dias.

15) Em quanto tempo atingirei o resultado definitivo?
O formato inicial, apesar de certo alívio no peso em caso de mamas grandes, não é natural. Assimetrias, irregularidades, manchas roxas podem ocorrer com certa frequência logo no início. É necessário muita paciência até esse período passar. Querer que o resultado apareça antes do tempo só gera ansiedade e insatisfação. Após 21 dias, o inchaço já está bem menor. Mas somente após 4 a 6 meses teremos uma forma mais natural. As cicatrizes passarão por vários estágios de amadurecimento também, passando a ficar mais escuras e "grossas" nos primeiros meses, tendendo a clarear após o sétimo mês. Com muita calma e paciência chegará ao resultado almejado.

16) Vale à pena operar?
Não existe uma resposta certa para essa pergunta. Somente quem convive com o problema, pode dizer o quanto o incomoda. Citando o professor Ivo Pitanguy: "Beleza não é pecado, e procurar corrigir um defeito, ou um problema que atrapalha não é nada demais". A redução de mamas muito volumosas não somente melhora a parte estética, mas também, como alguns estudos comprovam, a postura e a respiração; há redução das dores lombares e dos problemas de "assadura" de pele. Sempre com muita parcimônia e prudência, a cirurgia poderá render-lhe bons frutos.

Antes de operar, informe-se!! Divulgue. Boa cirurgia!





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